Voltar para a home Terça, 09 de Fevereiro de 2010 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
Untitled Document
  História
  O Brasil na copa
  Campeão
  Destaques
  Números
  << Outras Copas

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

França - 1938

BRASIL
O Brasil nas eliminatórias


O Brasil foi beneficiado pela desistência da Bolívia. Assim, a seleção não precisou disputar as Eliminatórias para garantir a vaga no Mundial. Cuba, Romênia e Índias Holandesas também se classificaram pela desistência de seus adversários. Pela primeira vez, o campeão do ano anterior e os donos da casa não precisaram disputar as Eliminatórias.

Nasce uma potência

Acervo/Gazeta Press
Delegação brasileira chega em Toulouse: os melhores, pela primeira vez.

Pela primeira vez, o Brasil foi disputar uma Copa do Mundo com seus melhores craques. A equipe contava com grandes jogadores e, pelo menos, dois gênios: Domingos da Guia e Leônidas da Silva. Assim, a seleção brasileira desembarcou na França como uma das favoritas à conquista do título. Mas a CBD continuava a fazer trapalhadas fora do campo. A maior delas foi a convocação do atacante Nigrinho, que jogava na Lazio, da Itália. Os dirigentes da CBD só descobriram que não poderiam utilizar o jogador dias antes do início do Mundial, quando a seleção já estava na França. Nigrinho não pôde ser utilizado pois já possuía uma inscrição pela Itália.

Outro problema enfrentado pelo Brasil foi a falta de experiência em competições internacionais. A seleção participou apenas da Copa América de 1937, quando perdeu a final para a Argentina.

Acervo/Gazeta Press
Domingos e o lance do pênalti: uma das poucas falhas do "Divino Mestre"

O Brasil estreou no Mundial contra a Polônia, numa partida histórica. O atacante Leônidas da Silva marcou quatro gols e foi o destaque do jogo. Nas quartas-de-final, outra batalha. A vitória contra a Tchecoslováquia só aconteceu depois de dois jogos dramáticos. Um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 1 no segundo jogo, realizado menos de 48 horas depois do primeiro. Cansado, o Brasil foi enfrentar a Itália, pela semifinal. O técnico Ademar Pimenta resolveu poupar Leônidas da Silva para a grande decisão. Sem o melhor jogador, o Brasil não encontrou o seu jogo. Mesmo assim, a seleção brasileira segurou o empate até os 10 minutos do segundo tempo, quando Colaussi abriu o placar. Cinco minutos depois, o golpe de misericórdia: Domingos da Guia chuta um italiano sem bola e o juiz marca pênalti. Meazza converte e enterra o sonho brasileiro de levar a taça. Nem mesmo o gol de Romeu no finalzinho evita a derrota.

Resta ao Brasil lutar pelo terceiro lugar, contra a Suécia. A vitória vira uma questão de honra e o escrete brasileiro não deixa por menos, marcando 4 a 2. Leônidas balança as redes por duas vezes e termina a Copa como artilheiro. O Brasil deixa a França com a cabeça erguida, mesmo sabendo que poderia ter tido um resultado melhor.


O destaque brasileiro: Domingos da Guia

Acervo/Gazeta Press

Em 1938, Domingos da Guia tinha a fama de ser um dos maiores zagueiros do mundo. Entretanto, na semifinal contra a Itália, o "Divino Mestre" cometeu uma falha infantil, que acabou eliminando o Brasil do Mundial. Num lance sem bola, Domingos da Guia revidou uma agressão recebida do atacante Piola. Para azar do Brasil, o juiz viu e marcou pênalti. Meazza converteu a cobrança a sepultou as esperanças brasileiras de chegar à final.

Mesmo assim, Domingos Antônio da Guia é considerado o melhor zagueiro brasileiro de todos os tempos. Nascido na cidade do Rio de Janeiro a 24 de julho de 1917, Domingos da Guia começou a sua carreira no Bangu. Desde o ínicio, o jogador encantou por sua extrema habilidade, levando a torcida ao delírio quando driblava os atacantes dentro da área.

No começo da década de 30, Domingos da Guia atuou no Peñarol, do Uruguai, onde é aclamado "El Divino Mestre", aos 20 anos de idade. Jogou ainda no Vasco da Gama, Boca Juniors, Flamengo, Corinthians e, novamente, Bangu, onde encerrou a carreira, em 1948.


Jogos do Brasil

• Oitavas-de-final

Brasil 4 x 4 Polônia
(Prorrogação: Brasil 2 x 1 Polônia)
Data: 05 de junho de 1938
Local: Estádio do Racing Strasbourg (Estrasburgo)
Árbitro: Ivan Eklind (Suécia)
Público: 13.882
Gols: Leônidas, aos 18', Willimowski, aos 22', Romeu, aos 25' e Perácio, aos 44' do 1º tempo; Piontek, aos 5', Leônidas 27' e Willimowski, aos 14' e 43' do 2º tempo; Leônidas, aos 3' e Willimowski, aos 12'do 1º tempo da prorrogação; Leônidas, aos 2' do 2º tempo da prorrogação.
Brasil: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Romeu, Leônidas, Perácio e Hércules.
Polônia: Madejski; Szeepaniak e Galecki, Gora, Nyc e Dytko; Piec, Piontek, Sherfke, Willimowski e Wodarz.


• Quartas-de-final

Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia
(Prorrogação: Brasil 0 x 0 Polônia)
Data:
12 de junho de 1938
Local:
Estádio Municipal (Bordeaux)
Árbitro:
Paul VonHertzka (Hungria)
Público:
14.000
Gols:
Leônidas, aos 30' do 1º tempo e Nejedly, aos 19' do 2º tempo.
Brasil:
Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Romeu, Leônidas, Perácio e Hércules.
Tchecoslováquia:
Planicka; Burger e Daucik, Kostalek, Boucek e Kopecky; Riha, Simunek, Luedl, Nejedly e Puc.


• Quartas-de-final
(jogo desempate)

Brasil 2 x 1 Tchecoslováquia

Data:
14 de junho de 1938
Local:
Estádio Municipal (Bordeaux)
Árbitro:
Georges Capdeville (França)
Público:
15 mil
Gols:
Kopecky, aos 30' do 1º tempo; Leônidas, aos 11' e Roberto, aos 18' do 2º tempo.
Brasil:
Wálter; Jaú e Nariz; Brito, Brandão e Argemiro; Roberto, Luizinho, Leônidas, Tim e Patesko.
Tchecoslováquia:
Burkert; Burger e Daucik, Kostalek, Boucek e Luedl; Horak, Kopecky, Kreuz, Senecky e Rulc.


• Semifinais

Acero/Gazeta Press
Brasil 1 x 2 Itália
Data:
16 de junho 1938
Local:
Estádio Jean Boin (Marselha)
Árbitro:
Hans Wuthrich (Suíça)
Público:
35 mil
Gols:
Colaussi, aos 10'; Meazza, aos 15' e Romeu, aos 42' do 2º tempo.
Itália:
Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi.
Brasil:
Wálter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Lopes, Luizinho, Romeu, Perácio e Patesko.


• Disputa do 3° lugar

Brasil 4 x 2 Suécia

Data:
19/06/1938
Local:
Estádio Municipal (Bordeaux)
Árbitro:
John Langenus (Bélgica)
Público:
15 mil
Gols:
Johasson, aos 18'; Nyberg, aos 38' e Romeu, aos 43' do 1º tempo; Leônidas, aos 18' e aos 28' e Perácio, aos 35' do 2º tempo.
Brasil:
Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho; Roberto, Romeu, Leônidas, Perácio e Patesko.
Suécia:
Abrahamsson; Eriksson e Nilsson; Almgren, Linderholm e Svanstroem; Nyberg, Johasson, Harry Andersson, Ake Andersson e Persson.


Jogadores do Brasil

Goleiros:
Batatais (Fluminense) e Walter (Flamengo).
Zagueiros: Domingos da Guia (Flamengo), Machado (Fluminense), Jaú (Vasco da Gama) e Nariz (Botafogo).
Meio-de-campo: Zezé Procópio (Botafogo), Brito (América/RJ), Afonsinho (São Cristóvão) e Argemiro (Portuguesa Santista).
Atacantes: Lopes (Corinthians), Romeu (Fluminese), Leônidas da Silva (Flamengo), Perácio (Botafogo), Hércules (Fluminense), Roberto (São Cristóvão), Luizinho (Palestra Itália), Tim (Fluminense), Niginho (Lazio/Ita) e Patesko (Botafogo).
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página